A resposta
para o título do post é: CONTINUA. A crise européia não irá acabar tão cedo!
Há uma série
de razões para se acreditar que o pior ainda está por vir. A pior das hipóteses
é que países endividados possam dar calotes em bancos credores e os fazendo
quebrar com isso. Se isso acontecer, teremos um momento pior do que foi o final
de 2008 e início de 2009 com a crise imobiliária americana e a quebra de
grandes bancos credores. Esse cenário pode representar uma nova edição da
grande depressão de 1930.
Mas fiquem
calmos! Isso não necessariamente tem (ou irá) acontecer. Entretanto, não
acredito que um cenário contrário a isso ocorra. Não creio que mesmo com todos
os problemas a Europa vá “devagarzinho” se arrumando e voltando a crescer ao
passar dos anos. Para mim essa situação é quase impossível.
O mais
provável que aconteça é algo no meio do caminho. Por exemplo: A Grécia além de
dar calote em bancos e investidores privados, dará também (calote) nos chamados
credores multilaterais: FMI, Banco Central Europeu, Fundo de Resgate Europeu.
E por que a Grécia
precisa fazer isso? Simples, a dívida grega chega hoje chega a 160% do seu PIB.
Só pra se ter uma idéia, nos anos 1980 os países da América do sul (inclusive o
Brasil), deviam algo em torno de 60% do Produto Interno Bruno de cada. E nós já
sabemos o quão difícil foi para o país aquela época e a “ressaca” que
enfrentamos até bem pouco tempo atrás.
Então, para
finalizar essa “comédia grega”, significa que se os gregos pegarem só a parte
que está nas mãos dos credores privados e simplesmente não pagarem nada, o que
sobra ainda é muito, é insustentável! Por isso teremos consequências maiores,
como já temos sentido aqui com as últimas medidas do Banco Central brasileiro e
a pressão que a Federação das Indústrias vem fazendo no governo em relação à
cotação do dólar. Não esquecendo que a desconfiança após a Grécia passará para
países como Espanha, Portugal e Itália... Mas esse é assunto para outra
postagem!

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